Guia dos festivais de verão 2018 em Edimburgo

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Chegou o verão pelo hemisfério Norte. Logo Edimburgo estará repleta de Thistles e de ainda mais turistas eufóricos pelos vários festivais que tomam conta da cidade durante esta estação do ano.

Por isso o Vivendo em Edimburgo resolveu fazer um post com os principais festivais que já estão agitando a cidade e os próximos, para que você possa se programar.

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De 13 a 22 de julho acontece o Festival de Jazz e Blues de Edimburgo,  com inúmeros shows em diferentes endereços na cidade. Muitos dos shows são pagos, mas é também durante este festival que acontece o desfile de Carnaval, na Princes Street (marcado para o domingo, 15 de julho), e também o Mardi Gras (acontecerá no sábado 14 de julho), que durante um dia transforma a região do Grassmarket em Nova Orleans, com barracas de comida e ritmos contagiantes.

De 26 de julho a 26 de agosto acontece o Festival de Arte de Edimburgo, com exposições nas principais galerias e museus da cidade, tanto de artistas já consagrados, quanto de novos nomes da arte. As exposições são quase sempre gratuitas e esculturas também podem ser vistas em espaços públicos da cidade.

Agosto é, sem dúvidas, o mês com mais eventos, então não deixe para se programar em cima da hora.

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Começando no dia 3 de agosto e indo até o dia 27 do mesmo mês acontece o Festival Fringe, maior festival de artes cênicas do mundo, com teatro, comédia, dança e música para adultos e crianças. Muitas das apresentações acontecem na rua, por toda a Royal Mile e também no The Mound. Fique atento, pois para as atrações pagas é possível conseguir ingressos com desconto. No The Mound, junto às Galerias de arte, fica o Virgin Money Half Price Hut, um posto de vendas pela metade do preço para espetáculos que acontecem no mesmo dia. O Fringe surgiu com iniciativas como o Free Fringe e o Laughing Horse, que promovem espetáculos gratuitos em bares e restaurantes, com o pedido de um donativo voluntário ao final. Esta é uma excelente forma de ser surpreendido por espetáculos sem ter que comprar entradas antecipadamente.

No mesmo período acontece o Festival Internacional de Edimburgo, o qual é a origem dos festivais de verão da cidade, reunindo música clássica, teatro, dança e ópera. Os ingressos são geralmente caros e esgotam em poucos dias. No dia 27 de agosto acontece o Show dos Fogos, onde um espetáculo de fogos de artifício encerra o festival. Os fogos estouram no Castelo de Edimburgo, acompanhados por um show da Orquestra de Câmara Escocesa. O ingresso para o espetáculo, no Princes Street Gardens é pago, mas é possível fazer como a maioria dos escoceses e assistir ao show de fogos de pontos altos da cidade, como o Calton Hill e o Inverleith Park.

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De 3 a 25 de agosto acontece, na esplanada do Castelo, o Royal Edinburgh Military Tattoo, que reúne música, dança, tocadores de gaita de fole, tambores e bandas militares.  Assim como o Festival Internacional, os ingressos esgotam rápido.

De 11 a 27 de agosto é a vez da literatura, com o Festival Internacional do Livro de Edimburgo, que acontece na Charlotte Square, oferecendo mais de 750 eventos com alguns dos mais famosos autores do mundo. É possível participar de saraus de prosa e poesia, workshops de escrita, conversas com autores… além de passear pelas tendas de livrarias espalhadas pela praça.

No final de semana de 1 e 2 de setembro acontece o Edinburgh Mela, um festival organizado pelas minorias étnicas de Edimburgo. Com música, filmes, apresentações teatrais, workshops e barracas de comida e artesanato, o Mela enche o parque Leith Link de cor.

 

*Este post será constantemente atualizado com novas informações sobre os festivais.

Divulgação: sorteio no @helloescocia

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Crédito da foto: Scotch Whisky Experience

No dia 25 de julho o instagram @helloescocia completa 1 ano de vida. E para comemorar vai ser realizado um sorteio de um par de ingressos para o Silver Tour no Scotch Whisky Experience, em Edimburgo, com direito a áudio guia em português do Brasil. Você pretende estar na Escócia entre o final de julho desse ano e julho de 2019? Então não deixe de participar dessa promoção.

Os detalhes de como participar podem ser encontrados na postagem do dia 10/07/2018 no @helloescocia. E abaixo, você encontra o regulamento completo da promoção.

E se você não mora na Europa e não tem previsão de viajar até julho do ano que vem, não se preocupe, em breve o @helloescocia realizará mais um sorteio, dessa vez voltado para pessoas como você. Fique de olho.

Regulamento da promoção de 1 ano do @helloescocia:

  1. Pessoas que marcarem nos comentários perfis empresariais e/ou de marcas, personalidades ou fake serão desclassificadas.
  2. Podem participar pessoas residentes em todo território brasileiro e europeu, mas como o prêmio está vinculado à Escócia, pedimos que só participem pessoas realmente com viagens planejadas para até 25/07/2019 (data limite do prêmio).
  3. O prêmio consiste em um par de ingressos adulto padrão (para pessoas acima de 18 anos) para a Silver Tour no Scoth Whisky Experience, em Edimburgo. Detalhes completos sobre a Tour podem ser encontradas no site do Scoth Whisky Experience.
  4. O prêmio inclui apenas os ingressos. Qualquer outra despesa corre por conta do ganhador.
  5. Serão válidos os comentários postados até 12h , do dia 25/07/2018. E o resultado será divulgado até as 22h do mesmo dia em uma nova publicação no Instagram @helloescocia
  6. Para participar é necessário seguir as regras acima descritas. Respeitando todos os itens.
  7. São permitidos mais de um comentário por perfil, desde que indique amigos diferentes em cada comentário.
  8. O sorteio será feito pela ferramenta site Sorteiogram (http://sorteiogram.com/)
  9. O ganhador deverá entrar em contato com o perfil @helloescocia por mensagem direta no Instagram, para enviar dados pessoais e combinar a retirada do prêmop. Esse contato deve acontecer, no máximo, até o dia 26/07/2018 às 22h. Caso contrário, um novo sorteio será realizado.
  10. O prêmio não poderá ser trocado pelo valor relativo em dinheiro.
  11. Este sorteio tem caráter exclusivamente promocional e não implica qualquer modalidade de pagamento por parte dos participantes, não sendo, portanto, necessária a aquisição de nenhum produto, bem ou serviço.
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Segunda viagem às Highlands: até que enfim Inverness

Apesar de já ter tido o gostinho de passar pelas Highlands no bate-volta feito com a Timberbush Tours, ainda faltava conhecer Inverness. Por isso voltei à empresa para o passeio de dois dias deles chamado Loch Ness, Inverness e The Highlands.

Loch lomond

Loch Lomond

Diferente do passeio anterior, no qual o miniônibus estava bem cheio, dessa vez saímos de Edimburgo em uma van apenas o guia, eu, minha mãe e um turista alemão. De Edimburgo partimos para Glasgow onde pegamos mais uma companheira de viagem, uma jovem alemã. De lá partimos em direção ao vilarejo de Luss, às margens do Loch Lomond, uma das paisagens mais belas que encontrei em toda a viagem. Como no passeio anterior, passamos por Glencoe, local do massacre do Clã MacDonald em 1692, e, mais uma vez, foi impossível não ficar admirado com a vista. A van seguiu rumo a Fort William onde pudemos ter uma vista do Ben Nevis, a montanha mais alta da Grã Bretanha. Depois do almoço na região seguimos pela estrada que margeia o Lago Ness. De repente nosso guia parou no meio do nada na estrada e nos deu uma vista privilegiada do Urquhart Castle. Dali seguimos para Inverness, aonde chegamos no finzinho da tarde.

Glencoe

Glencloe – palco do massacre do Clã MacDonald

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Urquhart Castle visto da estrada

Inverness merece um parágrafo a parte. Ela é a capital da região das Highlands e a principal porta de entrada para a região. Diferente do que muitos pensam, a cidade não fica às margens do Lago Ness. Na verdade, ela é cortada pelo Rio Ness, um rio de mais ou menos 20 km de extensão. Existem três pontes que cortam o rio na cidade, sendo uma delas para pedestres. Infelizmente, como chegamos já no fim da tarde, não foi possível visitar a Catedral de St. Andrew por dentro e o frio congelante não estava animando a longas caminhadas. Ainda assim seguimos colina acima em direção ao Castelo. O Castelo de Inverness não é aberto ao público, lá em cima parece funcionar uma espécie de repartição do governo, mas ainda assim, vale a pena ir até lá e desfrutar da vista 360° da cidade, vista de cima.

Inverness

Inverness vista do Castelo

Inverness

Castelo de Inverness visto das margens do Rio Ness

No dia seguinte, saímos bem cedo rumo ao campo de batalha de Culloden. Confesso que como uma pessoa apaixonada por história e fã da série Outlander, eu estava bem ansiosa por este momento. Mas antes, demos uma parada em Clava Cairns, um círculo de pedras pré-histórico datando de mais de 4.000 anos. E que dizem ter servido de inspiração para Craigh na Dun. Muitos turistas dizem sentir vibrações energéticas estranhas no círculo. Não senti nada, mas por via das dúvidas, fiz questão de encostar em uma das pedras e ver se ela me levava até James Fraser (brincadeirinha, ou não!). De lá seguimos para Culloden, onde aí sim, a energia desabou sobre mim. O campo é impressionante e é impossível não pensar em todo o sofrimento, todo o sangue derramado naquele local. Infelizmente, por termos chegado cedo demais, o Visitor Centre ainda estava fechado e demoraria umas duas horas para abrir. E, exceto por mim, ninguém parecia animado a esperar no frio e na chuva. Então, fomos embora depois de alguma caminhada e algumas fotos. Mas, se for lá, não deixe de observar que em todo o campo existem bandeiras vermelhas e azuis. Elas indicam as posições onde estavam o exército britânico (vermelhas) e os escoceses (azuis). Já que não demoramos muito em Culloden seguimos em direção à Dalwhinnie Distillery, que não estava no roteiro, e qual não foi a surpresa ao começar a perceber neve pelo caminho? Quando a van parou tive que me segurar para não sair enlouquecida agarrando a neve. Imagina a emoção? Minha primeira neve. E o guia e o alemão brincando comigo, me perguntando se alguma vez eu já tinha visto algo parecido. A Dalwhinnie tem a mais alta localização de todas as destilarias da Escócia o que, segundo o guia, implica uma água mais pura e mais fria, que influencia as características do whisky Dalwhinnie. O passeio pela destilaria foi bem interessante e a degustação de whisky com chocolate meio amargo, surpreendente. Seguimos para o Sul, em direção a Dunkeld, uma cidade pequena, com pouco mais de 1.200 habitantes, que tem como atração principal a Dunkeld Cathedral, considerada a mais romântica da Escócia. De lá, seguimos novamente rumo à Royal Mile, onde tudo havia começado na véspera.

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Clava Cairns

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Dalwhinnie Distillery

 

 

 

 

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Dunkeld Cathedral, a mais romântica da Escócia

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Dunkeld Cathedral por dentro

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Entrada do campo de Culloden

O passeio custou 89 libras por adulto (em março de 2017), sendo que a entrada na destilaria foi paga à parte, assim como as refeições e a hospedagem em Inverness. Eu solicitei e a Timberbush cuidou da reserva do hotel para mim, mas eu tive que conversar com eles para que isso fosse feito. A hospedagem poderia ser em hotel, pousada ou hostel.

No geral, o passeio foi bacana por ter uma visão bem diferente da do passeio anterior, que foi mais corrido. Mas para quem, como eu, estiver mais interessado em conhecer Inverness e Culloden eu não indico, afinal já chegamos em Inverness com tudo fechado e saímos muito cedo no dia seguinte; e justamente por termos saído tão cedo, não pegamos o Visitor Centre de Culloden aberto, o que foi uma pena. Foi interessante para uma primeira visita, mas da próxima vez pretendo voltar por minha conta, de trem, ônibus …, eu mesma fazendo meu roteiro e meus horários, para ver tudo no meu tempo.

 

 

Primeira viagem: bate e volta para as Highlands

Se tinha uma coisa que eu sabia desde antes de minha ida para a Escócia é que assim que possível eu visitaria as Highlands. Acho que qualquer pessoa apaixonada pelo país e, ainda por cima, fã de Outlander sonha com isso.

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Como viajante de primeira viagem pelo país, recém-chegada, ainda não me sentia apta a me arriscar em uma viagem sozinha pelas Terras Altas e, além disso, tive que encaixar a viagem entre visitas a apartamentos e outras obrigações burocráticas, por isso optei por uma excursão de um dia. Não era o que eu queria, pois eu desejava ir a Inverness, mas todas as agências que visitei me olharam como se eu fosse maluca por querer uma viagem de um dia parando em Inverness (depois descobri que realmente seria um pouco inviável pela distância).

timberbushFui na sorte mesmo, percorri as várias agências que existem na Royal Mile, peguei os prospectos em todas, analisei, vi as que se encaixavam melhor no que eu queria e nos dias em que eu podia sair de Edimburgo e acabei optando pelo bate e volta chamado Loch Ness, Glencoe and The Highlands, da Timberbush Tours.

 

No dia marcado, às 8h da manhã saímos de Edimburgo em direção ao Noroeste, passando por Stirling, Kilmahog e chegando ao Glencoe, cenário do famoso massacre do Clan MacDonald em 1692, onde paramos para fotos. Tudo isso, por uma estrada de beleza sem igual. A parada do almoço aconteceu em Fort William. Seguindo viagem, temos uma bela vista do Ben Nevis antes de entrarmos na região do Great Glen onde admiramos o Caledonian Canal e a cidade de Fort Augustus com a vista do Loch Ness. É aí que ocorre a parada mais longa do passeio (2 horas) onde quem quiser pode fazer o passeio de barco pelo Lago e visitar as ruínas do Urquhart Castle (pago a parte). Ao fim do passeio, hora de voltar para casa, não sem antes uma última parada em Perthshire, no caminho para Edimburgo, com chegada prevista para as 20h na Royal Mile.

Confesso que apesar de 12 horas de passeio, o dia pareceu passar em um piscar de olhos. Apesar de estar bem cheio, o micro-ônibus era confortável e o guia foi contando histórias sobre a Escócia e as regiões por onde passamos o tempo todo, principalmente na ida. Na volta, por já estar à noite e todos estarem cansados, pudemos aproveitar a viagem para descansar um pouco. Para uma primeira experiência nas Highlands ou para quem não tem muito tempo no país, mas não quer deixar de ver as Terras Altas, eu recomendo. E deixa aquele gostinho de quero mais, para uma próxima visita.

Alugando um apartamento em Edimburgo

Uma das primeiras coisas que estranhei logo após a minha mudança foi a forma de trabalhar das imobiliárias escocesas, ou pelo menos as de Edimburgo. Já tinha tido experiência de querer alugar um imóvel no Brasil e quando você vai à imobiliária com uma ideia geral do que quer, os corretores saem te mostrando um zilhão de imóveis, te levam para ver outro zilhão e assim vai até o fechamento ou não do negócio.

Bem, não é bem assim que as coisas funcionam por terras escocesas. Ao chegar na imobiliária os corretores esperam que você já tenha visto os apartamentos no site deles e já chegue lá ou telefone informando que quer visitar o imóvel X. É marcado então um dia e horário para visitar o imóvel. Às vezes pode até acontecer de ver dois imóveis na mesma imobiliária no mesmo dia, mas não espere muito mais do que isso. E não espere também que o corretor te leve para cima e para baixo de um imóvel para o outro. No horário marcado vocês se encontram na porta do imóvel ou às vezes já no apartamento e pronto.

Gostou do que viu? Você vai então fazer um depósito para segurar o apartamento para você e ele parar de ser mostrado enquanto a papelada anda. A imobiliária vai te pedir referências e mais algumas coisas para enviar para o proprietário (aqui chamado landlord) para ele ver se aceita você como inquilino. No meu caso, como não conhecia ninguém para servir de referência/fiador e sou autônoma, a exigência foi de que eu pagasse os primeiros seis meses de aluguel antecipado, no dia da entrega das chaves. Essa é uma prática bem comum. O bom é que durante seis meses você não paga o aluguel. O ruim é que tem que ir preparado para desembolsar essa quantia de uma vez.

Além do aluguel, há também o pagamento do seguro. No meu caso foi um aluguel e meio. Esse valor fica depositado em uma espécie de título de capitalização e, no final do contrato, se estiver tudo certo com o apartamento, o valor é devolvido para você.

O landlord aceitando você é só mudar. No dia da mudança o pessoal da imobiliária vai apresentar para você o inventário de tudo o que há no apartamento e de todos os “defeitos” encontrados, tipo problema na pintura, mancha no armário, etc, etc. Você tem sete dias (no meu caso o prazo foi esse) para conferir tudo e caso encontre outras coisas anotar, assinar e enviar de volta para a imobiliária. Faça isso! Uma verificação igual vai ser feita ao sair.

Você vai receber também um manual com os direitos e deveres de inquilino e proprietário. É muito útil ler. Diferente do Brasil, pelo menos na imobiliária onde aluguei meu apartamento, qualquer conserto no apartamento era por conta da imobiliária. Deu defeito na descarga? Era meu dever entrar em contato com a imobiliária e eles mandariam alguém para consertar. E assim por diante. Outra coisa importante é discutir e colocar tudo no contrato. Veja antes se seu landlord aceita pets no apartamento. Alguns não falam nada, mas o certo é antes de arrumar um avisar à imobiliária e ver com o landlord. Lembre-se sempre que o apartamento não é seu, para evitar dores de cabeça.

Ah, a duração normal dos contratos é de seis meses e depois se for de interesse dos dois ele vai ser renovado automaticamente. Caso queira sair ou o landlord queira o apartamento, o aviso precisa ser dado, por escrito, com pelo menos dois meses de antecedência.

Para a procura de apartamentos eu indico dois sites: o rightmove e o gumtree

No mais, boa sorte na procura!

Cuidando da parte burocrática

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Hoje estava dando uma olhada aqui no blog, pensando sobre o que escreveria e me dei conta que deixei de contar sobre tanta coisa… Bem, tentarei recolocar as coisas em ordem a partir de hoje.

Como cheguei em Edimburgo num sábado fim de tarde, pouca coisa pude fazer no final de semana além de andar pela cidade. Mas na segunda-feira bem cedo já comecei a agilizar a parte burocrática da mudança. A primeira coisa que fiz foi ligar para o Job Center (0345 600 0643) para agendar minha entrevista para o NINO (National Insurance Number; já falei sobre ele aqui); você vai precisar deste número para trabalhar no UK. Agendar pelo telefone foi fácil e rápido e alguns dias depois recebi uma carta confirmando a entrevista e informando os documentos que eu deveria levar para a entrevista, que também é muito rápida e tranquila. Depois da entrevista, em alguns dias você recebe seu NINO, pelo correio. Guarde-o bem pois você vai precisar dele sempre.

Em seguida, fui até o Barclays para tentar agendar para abrir minha conta bancária. Mas atenção, atualmente os bancos estão exigindo comprovante de residência (contas ou carta do HMRC) mesmo dos cidadãos europeus para abertura de contas, então não consegui fazê-lo logo de cara. Essa parte acabou sendo um pouco mais burocrática do que eu estava esperando. Mas fui muito bem atendida e orientada no Barclays da Princes Street.

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Aproveitei que estava na Princes e entrei na O2 para comprar um chip para o celular (Eu escolhi a O2, mas o que não falta na Princes Street é loja de operadora de celular e aqui no UK não tem muita diferença entre elas. Vale a pena ver qual está fazendo alguma promoção na época). Inicialmente, enquanto não tiver conta em banco o jeito é comprar o chip Pay as to go, – o equivalente ao pré-pago deles – depois que já estiver com tudo acertado, aí caso seja do seu interesse é só ir na operadora e trocar para um dos planos deles.

Como eu iria me locomover muito de ônibus, aproveitei para passar na 27 Hanover Street e fazer meu Ridacar, o cartão do ônibus. Já falei sobre ele no post sobre o transporte em Edimburgo.

A partir daí, hora de começar a percorrer as imobiliárias. Eu já estava monitorando apartamentos a partir de sites como Rigthmove, Zoopla, Gumtree e já tinha uma ideia de valores e de que bairros eu não queria de jeito nenhum (hoje eu recomendo que não vá com uma ideia tão fechada assim, percorra os bairros, se permita andar pela cidade e conhecer os lugares). Mas sobre o processo de encontrar um apartamento e como alugá-lo eu conto em outro post.

Chegou o @helloescocia

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O post de hoje é para contar uma novidade: chegou o @helloescocia.

Eu, a Anelise, do Vida na Escócia, e a Bruna, do Contando as Horas, nos juntamos para criar um instagram com informações em português para os apaixonados pela Escócia, assim como nós. O @helloescocia está no ar desde a semana passada e a ideia é a postagem diária de fotos e informações sobre os lugares visitados e amados por nós no país.

Além disso, você também poderá ter a sua foto publicada por nós, basta usar o #helloescocia nas suas fotos do país. Ainda estamos definindo como vai funcionar, mas a nossa ideia é abrir espaço para publicar as fotos dos nossos seguidores que usarem a hashtag.

Então, bora seguir a gente e divulgar o @helloescocia para os amigos? Nos vemos por lá também!

Como quebrei o pé e fui parar no hospital em Edimburgo

Semana passada o Vida na Escócia publicou o relato da Silvia Garoffalo sobre a experiência dela com o sistema de saúde em Aberdeen. Resolvi então aproveitar o gancho para contar como foi a minha experiência com o NHS em Edimburgo.

No sábado 6 de maio eu estava fazendo minha última viagem do antigo para o novo apartamento quando, ao descer a calçada, cheia de bolsas, virei o pé. Vivo virando o pé, então aquilo não foi exatamente uma novidade, mas justamente por já ter experiência no assunto, logo percebi que daquela vez tinha sido diferente. Eu quase não conseguia colocar o pé no chão e, diferente das outras vezes, a dor não diminuiu à medida que fui andando.

No início da tarde, depois de resolver várias coisas relacionadas à mudança e já não aguentando mais de dor resolvi procurar um médico. Com muita dificuldade consegui chegar ao centro médico, distante uns 3 quarteirões da minha casa, apenas para descobrir que o centro não abre no sábado. Depois de consultar alguns conhecidos, descobri que ou eu ligava para o 111 (espécie de número de emergência para eventos médicos fora do horário) que se encarregaria de marcar algo para mim ou arriscaria ir à emergência de um hospital. Como a dor já estava me fazendo chorar no meio da rua resolvi entrar no primeiro táxi que vi e pedir para o motorista me levar ao Royal Infantary.

A primeira surpresa veio com o fato de que mesmo eu ainda não tendo me cadastrado no sistema médico pude ser atendida sem burocracia. O atendimento também não demorou tanto como me alertaram que poderia acontecer. Uns 15-20 minutos depois de ter feito a minha ficha, fui chamada por uma enfermeira que examinou meu pé e me encaminhou para o raio-x. Do raio-x voltei para a sala de espera e uns 10 minutos depois fui chamada por um médico geral que já havia visto o exame e confirmou a fratura.

Aí veio a parte estranha. Apesar de ter fraturado o 5º metatarso, o médico me disse que não precisava imobilizar e que era pra continuar caminhando normalmente. Saí de lá com um papel que me informava que a fratura se consolidaria em 6 semanas e seria normal sentir dor por até 3 meses e com a indicação de tomar paracetamol para a dor. Além disso, o papel informava que caso a dor persistisse por mais tempo, eu deveria procurar o meu médico, no centro médico, para uma nova avaliação.

Voltei ao Brasil por uma questão familiar duas semanas depois da fratura e como ainda sentia muita dor resolvi procurar um ortopedista. No Brasil o médico optou por colocar a bota (robofoot) para evitar forçar a fratura sem necessidade e me contou que o tratamento realizado na Escócia era uma espécie conservadora de tratamento para fratura no pé. Acredito que tenha a ver com o fato de que ali praticamente só se anda de bota e tênis, o que já deixa o pé um pouco mais firme.

Não acho que exista certo ou errado, mas depois de anos acostumada com a necessidade de imobilização da fratura confesso que só me senti realmente tranquila depois da visita ao médico no Brasil. Mas de qualquer forma a minha primeira experiência com o NHS me surpreendeu positivamente pela rapidez e falta de burocracia no serviço.