Cuidando da parte burocrática

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Hoje estava dando uma olhada aqui no blog, pensando sobre o que escreveria e me dei conta que deixei de contar sobre tanta coisa… Bem, tentarei recolocar as coisas em ordem a partir de hoje.

Como cheguei em Edimburgo num sábado fim de tarde, pouca coisa pude fazer no final de semana além de andar pela cidade. Mas na segunda-feira bem cedo já comecei a agilizar a parte burocrática da mudança. A primeira coisa que fiz foi ligar para o Job Center (0345 600 0643) para agendar minha entrevista para o NINO (National Insurance Number; já falei sobre ele aqui); você vai precisar deste número para trabalhar no UK. Agendar pelo telefone foi fácil e rápido e alguns dias depois recebi uma carta confirmando a entrevista e informando os documentos que eu deveria levar para a entrevista, que também é muito rápida e tranquila. Depois da entrevista, em alguns dias você recebe seu NINO, pelo correio. Guarde-o bem pois você vai precisar dele sempre.

Em seguida, fui até o Barclays para tentar agendar para abrir minha conta bancária. Mas atenção, atualmente os bancos estão exigindo comprovante de residência (contas ou carta do HMRC) mesmo dos cidadãos europeus para abertura de contas, então não consegui fazê-lo logo de cara. Essa parte acabou sendo um pouco mais burocrática do que eu estava esperando. Mas fui muito bem atendida e orientada no Barclays da Princes Street.

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Aproveitei que estava na Princes e entrei na O2 para comprar um chip para o celular (Eu escolhi a O2, mas o que não falta na Princes Street é loja de operadora de celular e aqui no UK não tem muita diferença entre elas. Vale a pena ver qual está fazendo alguma promoção na época). Inicialmente, enquanto não tiver conta em banco o jeito é comprar o chip Pay as to go, – o equivalente ao pré-pago deles – depois que já estiver com tudo acertado, aí caso seja do seu interesse é só ir na operadora e trocar para um dos planos deles.

Como eu iria me locomover muito de ônibus, aproveitei para passar na 27 Hanover Street e fazer meu Ridacar, o cartão do ônibus. Já falei sobre ele no post sobre o transporte em Edimburgo.

A partir daí, hora de começar a percorrer as imobiliárias. Eu já estava monitorando apartamentos a partir de sites como Rigthmove, Zoopla, Gumtree e já tinha uma ideia de valores e de que bairros eu não queria de jeito nenhum (hoje eu recomendo que não vá com uma ideia tão fechada assim, percorra os bairros, se permita andar pela cidade e conhecer os lugares). Mas sobre o processo de encontrar um apartamento e como alugá-lo eu conto em outro post.

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Chegou o @helloescocia

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O post de hoje é para contar uma novidade: chegou o @helloescocia.

Eu, a Anelise, do Vida na Escócia, e a Bruna, do Contando as Horas, nos juntamos para criar um instagram com informações em português para os apaixonados pela Escócia, assim como nós. O @helloescocia está no ar desde a semana passada e a ideia é a postagem diária de fotos e informações sobre os lugares visitados e amados por nós no país.

Além disso, você também poderá ter a sua foto publicada por nós, basta usar o #helloescocia nas suas fotos do país. Ainda estamos definindo como vai funcionar, mas a nossa ideia é abrir espaço para publicar as fotos dos nossos seguidores que usarem a hashtag.

Então, bora seguir a gente e divulgar o @helloescocia para os amigos? Nos vemos por lá também!

Como quebrei o pé e fui parar no hospital em Edimburgo

Semana passada o Vida na Escócia publicou o relato da Silvia Garoffalo sobre a experiência dela com o sistema de saúde em Aberdeen. Resolvi então aproveitar o gancho para contar como foi a minha experiência com o NHS em Edimburgo.

No sábado 6 de maio eu estava fazendo minha última viagem do antigo para o novo apartamento quando, ao descer a calçada, cheia de bolsas, virei o pé. Vivo virando o pé, então aquilo não foi exatamente uma novidade, mas justamente por já ter experiência no assunto, logo percebi que daquela vez tinha sido diferente. Eu quase não conseguia colocar o pé no chão e, diferente das outras vezes, a dor não diminuiu à medida que fui andando.

No início da tarde, depois de resolver várias coisas relacionadas à mudança e já não aguentando mais de dor resolvi procurar um médico. Com muita dificuldade consegui chegar ao centro médico, distante uns 3 quarteirões da minha casa, apenas para descobrir que o centro não abre no sábado. Depois de consultar alguns conhecidos, descobri que ou eu ligava para o 111 (espécie de número de emergência para eventos médicos fora do horário) que se encarregaria de marcar algo para mim ou arriscaria ir à emergência de um hospital. Como a dor já estava me fazendo chorar no meio da rua resolvi entrar no primeiro táxi que vi e pedir para o motorista me levar ao Royal Infantary.

A primeira surpresa veio com o fato de que mesmo eu ainda não tendo me cadastrado no sistema médico pude ser atendida sem burocracia. O atendimento também não demorou tanto como me alertaram que poderia acontecer. Uns 15-20 minutos depois de ter feito a minha ficha, fui chamada por uma enfermeira que examinou meu pé e me encaminhou para o raio-x. Do raio-x voltei para a sala de espera e uns 10 minutos depois fui chamada por um médico geral que já havia visto o exame e confirmou a fratura.

Aí veio a parte estranha. Apesar de ter fraturado o 5º metatarso, o médico me disse que não precisava imobilizar e que era pra continuar caminhando normalmente. Saí de lá com um papel que me informava que a fratura se consolidaria em 6 semanas e seria normal sentir dor por até 3 meses e com a indicação de tomar paracetamol para a dor. Além disso, o papel informava que caso a dor persistisse por mais tempo, eu deveria procurar o meu médico, no centro médico, para uma nova avaliação.

Voltei ao Brasil por uma questão familiar duas semanas depois da fratura e como ainda sentia muita dor resolvi procurar um ortopedista. No Brasil o médico optou por colocar a bota (robofoot) para evitar forçar a fratura sem necessidade e me contou que o tratamento realizado na Escócia era uma espécie conservadora de tratamento para fratura no pé. Acredito que tenha a ver com o fato de que ali praticamente só se anda de bota e tênis, o que já deixa o pé um pouco mais firme.

Não acho que exista certo ou errado, mas depois de anos acostumada com a necessidade de imobilização da fratura confesso que só me senti realmente tranquila depois da visita ao médico no Brasil. Mas de qualquer forma a minha primeira experiência com o NHS me surpreendeu positivamente pela rapidez e falta de burocracia no serviço.

Guia dos festivais de verão 2017 em Edimburgo

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Chegou o verão pelo hemisfério Norte. Logo Edimburgo estará repleta de Thistles e de ainda mais turistas eufóricos pelos vários festivais que tomam conta da cidade durante esta estação do ano.

Por isso o Sassenach resolveu fazer um post com os principais festivais que já estão agitando a cidade e os próximos, para que você possa se programar.

Começou ontem (21 de junho) e vai até o dia 2 de julho o Festival Internacional de Cinema de Edimburgo. Esta celebração da sétima arte começou em 1947 e durante o festival, em diversos pontos da cidade, projetam-se filmes, documentários e curtas. Além de pré-estreias com diretores e atores e debates sobre filmes e o cinema em geral.

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De 14 a 23 de julho é a vez do Festival de Jazz e Blues de Edimburgo,  com inúmeros shows em diferentes endereços na cidade. Muitos dos shows são pagos, mas é também durante este festival que acontece o desfile de Carnaval, na Princes Street (marcado para o domingo, 16 de julho), e também o Mardi Gras (acontecerá no sábado 15 de julho), que durante um dia transforma a região do Grassmarket em Nova Orleans, com barracas de comida e ritmos contagiantes.

De 27 de julho a 27 de agosto acontece o Festival de Arte de Edimburgo, com exposições nas principais galerias e museus da cidade, tanto de artistas já consagrados, quanto de novos nomes da arte. As exposições são quase sempre gratuitas e esculturas também podem ser vistas em espaços públicos da cidade.

Agosto é, sem dúvidas, o mês com mais eventos e neste ano a cidade comemora o 70º aniversário de seu Festival Internacional.

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Começando no dia 4 de agosto e indo até o dia 28 do mesmo mês acontece o Festival Fringe, maior festival de artes cênicas do mundo, com teatro, comédia, dança e música para adultos e crianças. Muitas das apresentações acontecem na rua, por toda a Royal Mile e também no The Mound. Fique atento, pois para as atrações pagas é possível conseguir ingressos com desconto. No The Mound, junto às Galerias de arte, fica o Virgin Money Half Price Hut, um posto de vendas pela metade do preço para espetáculos que acontecem no mesmo dia. O Fringe surgiu com iniciativas como o Free Fringe e o Laughing Horse, que promovem espetáculos gratuitos em bares e restaurantes, com o pedido de um donativo voluntário ao final. Esta é uma excelente forma de ser surpreendido por espetáculos sem ter que comprar entradas antecipadamente.

No mesmo período acontece o Festival Internacional de Edimburgo, que este ano comemora 70 anos e é a origem dos festivais de verão da cidade, reunindo música clássica, teatro, dança e ópera. Os ingressos são geralmente caros e esgotam em poucos dias. No dia 28 de agosto acontece o Show dos Fogos, onde um espetáculo de fogos de artifício encerra o festival. Os fogos estouram no Castelo de Edimburgo, acompanhados por um show da Orquestra de Câmara Escocesa. O ingresso para o espetáculo, no Princes Street Gardens é pago, mas é possível fazer como a maioria dos escoceses e assistir ao show de fogos de pontos altos da cidade, como o Calton Hill e o Inverleith Park.

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De 4 a 26 de agosto acontece, na esplanada do Castelo, o Royal Edinburgh Military Tattoo, que reúne música, dança, tocadores de gaita de fole, tambores e bandas militares.  Assim como o Festival Internacional, os ingressos esgotam rápido.

De 12 a 28 de agosto é a vez da literatura, com o Festival Internacional do Livro de Edimburgo, que acontece na Charlotte Square, oferecendo mais de 750 eventos com alguns dos mais famosos autores do mundo. É possível participar de saraus de prosa e poesia, workshops de escrita, conversas com autores… além de passear pelas tendas de livrarias espalhadas pela praça.

No final de semana de 26 e 27 de agosto acontece o Edinburgh Mela, um festival organizado pelas minorias étnicas de Edimburgo. Com música, filmes, apresentações teatrais, workshops e barracas de comida e artesanato, o Mela enche o parque Leith Link de cor.

 

*Este post será constantemente atualizado com novas informações sobre os festivais.

Festival do Beltane em Edimburgo

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Todo dia 30 de maio, quando anoitece, acontece no alto do Calton Hill, aqui em Edimburgo, o festival do Beltane.

O Beltane é um festival celta que, embora ocorra na primavera, marca o início do verão no hemisfério Norte. É reconhecido como festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias feminina e masculina. Na época dos celtas, durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados. E, como tradição, as pessoas queimavam oferendas para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

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Mantendo a tradição, assim que o sol se pôs em Edimburgo, no último domingo, tochas e fogueiras começaram a ser acesas no alto do Calton Hill, ao mesmo tempo em que batidas de tambor marcavam o compasso. Apesar do vento frio, as pessoas vestiam cores, riam e falavam alto. Lá pelas tantas começou uma espécie de procissão, seguindo as figuras do feminino e do masculino que paravam em cada um dos pontos de fogo para apresentações (as oferendas de hoje) marcadas por dança e as mais variadas performances.

Este foi simplesmente um dos festivais mais estranhos que já presenciei. Confuso ao início, um pouco assustador com todo aquele fogo em volta, as pessoas vestidas com seus trajes coloridos. Provavelmente não animaria a ir de novo, mas acho que vale a pena ir pelo menos uma vez e passar algumas horas. Afinal, há uma certa beleza em se continuar celebrando hoje algo tão antigo e ainda tão marcante culturalmente.

 

Edimburgo para fãs de Harry Potter

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Se você acha que Edimburgo deve fazer parte do roteiro apenas dos fãs de Outlander está muito enganado. Na verdade, eu indico Edimburgo para qualquer pessoa, a cidade é linda por si só com seus prédios de pedra, seus parques, canteiros de flores, e tudo mais. Mas já que esse post é para falar de séries, filmes, livros e afins… Vamos focar no assunto. A verdade é que a capital da Escócia é parada obrigatória para os fãs do bruxo mais famoso do mundo, sim Harry Potter e sua turma.

Quem conhece a história de J.K Rowling e de Harry, sabe que a jovem Rowling era recém chegada a Edmburgo, com sua filha pequena, em 1994 e foi aqui que as primeiras aventuras de Harry, Hermione e Rony tomaram forma. No inverno deste ano ela costumava frequentar diversos cafés da cidade, com a criança adormecida e passava horas escrevendo em seu caderninho.

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No início, Rowling frequentava o Nicholson’s Café, na Nicholson Street, onde hoje se encontra uma cafeteria Spoon. Mas ainda assim na fachada existe uma alusão ao fato. Conta a história, que pelo preço de um café ela podia passar a tarde toda escrevendo lá dentro.

Mas a cafeteria mais famosa ligada à escritora e seus livros é a The Elephant House, na George IV Bridge. Uma placa na porta diz que o café serviu de local de nascimento para Harry Potter. O certo é que o café só abriu em 1995 e a ideia de Harry Potter já havia surgido, mas é verdade que Rowling passou muitas tardes escrevendo em uma mesa nos fundos do local, perto de uma janela com vista para o Castelo de Edimburgo e para o cemitério de Greyfriars.

Aliás, conta-se que o cemitério serviu de inspiração para a cena da volta de Lord Voldemort em Harry Potter e o Cálice de Fogo (RIP Cedrico). Além disso, ainda no cemitério, seguindo em frente até a muralha de pedra, a partir de sua entrada principal, e depois virando a direita até o muro, encontra-se o túmulo de pai e filho chamados Thomas Riddell que teria inspirado o nome Tom Riddle.

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Perto do cemitério fica a George Heriot’s School prestigiosa escola particular de Edimburgo onde os alunos são divididos em quatro casas (Lauriston [caracterizada pela cor verde], Greyfriars [pela cor branca], Raeburn [pela cor vermelha] e Castle [pela cor azul]) e ao longo do ano ganham pontos para suas casas através de méritos acadêmicos. Alguma semelhança com Hogwarts?

Se os primeiros livros foram escritos em cafés, por uma ainda desconhecida Rowling a crescente fama não permitiu que ela continuasse fazendo o mesmo nos livros subsequentes. E o ponto final na história de Harry foi dado da suíte 552 do hotel Balmoral, na Princess Street.

Perto da Royal Mile uma das mais famosas ruas de Edimburgo, onde se localiza o Castelo, fica uma rua discreta, a Victoria Street. Dizem que em um evento para o lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe com 70 crianças, Rowling teria confidenciado que esta rua serviu de inspiração para o Beco diagonal. A rua é realmente encantadora, cheia de lojinhas, inclusive, uma cheia de produtos para os fãs de Harry.

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E, para terminar o passeio, estão ali, na Edinburgh City Chambers, na Royal Mile, imortalizadas as mãos de J.K Rowling.

Para os fãs, não deixem de conferir os produtos de Harry Potter à venda na loja do Sassenach no facebook.

Dia nacional do unicórnio

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Hoje é Dia nacional do unicórnio aqui na Escócia. Para quem não sabe, o unicórnio é o animal símbolo do país e basta um passeio despreocupado por aqui para se deparar com o símbolo espalhado por aí.

Mas por que o unicórnio? – pergunta você. Não se sabe ao certo. Alguns dizem que seria porque, de acordo com o folclore, o unicórnio seria o inimigo natural do leão e como o leão era o animal símbolo da Inglaterra… nada mais natural do que os escoceses o escolherem. Outra vertente já diz que tem a ver com a cultura celta, onde o unicórnio representa pureza, e honra.

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Independente do porque, um país envolto em mistérios como Círculos de Pedras, Monstro do Lago Ness e outros, o unicórnio se torna o animal símbolo perfeito.

Como funciona o transporte em Edimburgo?

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Mais de uma pessoa já me perguntou como funciona o transporte aqui na Escócia. Vou me concentrar em Edimburgo, que é onde estou, mas dá para ir para diversos países da Europa, para Londres, para as Highlands, para Glasgow e outras cidades aqui perto de trem facilmente. Edimburgo tem duas estações de trem, umas delas bem central, em plena Princess Street e pegar o trem é bem simples.

Mas em Edimburgo especificamente dá para se fazer muita coisa a pé. Por exemplo, de Stockbridge, onde estou, com uns 20 minutos de caminhada chego ao centro. No meu caso, costumo pegar o ônibus para ir, já que o caminho de ida é subida e voltar andando.

Mas, para quem prefere o ônibus, vamos lá. A única empresa responsável pelo sistema de ônibus na cidade e seus arredores é a Lothian Buses. Atenção para o fato de que os motoristas não têm acesso a dinheiro, assim, se for pagar em dinheiro, é preciso ter o valor certinho para colocar dentro de uma caixinha vermelha localizada perto do motorista. O valor da passagem em abril de 2017 é 1,60 libras.

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Existe também uma linha especial chamada Airlink que liga o Aeroporto ao centro da cidade. Ao sair do Aeroporto, seguindo as placas em direção aos pontos de ônibus, você logo vai ver a placa indicando o Airlink e também uma espécie de bilheteria onde você pode comprar o ticket para ele. O valor dele é diferente.

Quanto aos ônibus normais, você pode comprar o ticket dentro do próprio ônibus, desde que tenha o dinheiro trocado. Você vai colocar o dinheiro dentro da caixinha vermelha e o motorista vai te entregar o ticket. Você pode comprar o ticket no próprio site, nesse caso, ao pegar o ônibus você mostra o ticket na tela do seu celular para o motorista.  Ou você pode fazer o ridacard, um cartão que pode ser carregado para uma semana, um mês ou um ano e deve ser feito nas lojas do Lothian Buses. Eu fiz o meu no centro, na 27, Hanover St, e não leva mais do que 15 minutos para ficar pronto. O cartão, para um adulto custa 18 libras para 1 semana, 54 libras para 1 mês e 630 libras para 1 ano.

Quanto aos tickets, existem diversos tipos, o single que custa 1,60 libras; o day ticket que permite viagens ilimitadas durante o dia e custa 4 libras; o night ticket que permite viagens ilimitadas entre 00h00 e 04h30 e custa 3 libras; o day e nigh ticket pode ser usado entre as 18:00 de um dia até as 04:30 do dia seguinte e custa 3,50 libras; e o family day ticket para 2 adultos e até 3 crianças  e custa 8,50 libras.

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Tanto o cartão quanto os tickets valem tanto para o ônibus quanto para o tram também.

Pegando o ônibus

Os pontos de ônibus são bem sinalizados pela cidade e sempre indicam To city (para o centro) ou From city (vindo do centro), para você saber se está na direção correta. A placa indica também quais linhas param naquele ponto. Na parada costuma ter um mapa indicando o percurso e os horários de cada linha. E os pontos mais movimentados costumam ter uma placa eletrônica mostrando quanto tempo falta para o ônibus chegar. Atenção para o fato de que as pessoas formam fila para esperar e entrar no ônibus. Não tente furar a fila. Quando o ônibus vem se aproximando as pessoas saem do ponto e se aproximam também para indicar ao motorista que estão esperando por aquele ônibus. É tudo bem organizado e simples.

O horário de verão na Escócia

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Pois é, aqui na Europa também tem horário de verão. Eu que odeio não me vi livre desse maldito horário ao me mudar para cá. No último sábado, dia 26 de março, à uma da manhã adiantamos o relógio em uma hora e agora a diferença horária entre Brasil e Escócia (e todo Reino Unido) é de 4 horas.

O curioso é que aqui o relógio não é adiantado ou atrasado à meia-noite, mas à uma hora manhã. (Na Holanda é às duas da manhã. Curioso, não?)

Diferente do Brasil, o dia da mudança do horário aqui já está tão entranhado na população que não existe propagandas lembrando da mudança na TV, rádio ou jornal, como vemos no Brasil. As pessoas simplesmente sabem que no último domingo de março começa o horário de verão e no último domingo de outubro ele termina. Assim, esse ano de 2017, o horário de verão por aqui vai terminar em 29 de outubro.

Como no dia 15 de outubro de 2017 vai iniciar o horário de verão no Brasil, por poucos dias, a diferença de horário entre os dois países será de 3 horas. E, no dia 29 de outubro, quando a Escócia sair do horário de verão a diferença de horário ficará em 2 horas.

O dinheiro na Escócia

O dinheiro aqui na Escócia, como em todo o Reino Unido é a libra, e eles aceitam totalmente as notas que você trará do Brasil, compradas no banco ou em casas de câmbio. Mas logo de cara você, provavelmente, vai notar que as notas recebidas como troco aqui na Escócia não são exatamente aquelas com a foto da Rainha, como estamos acostumados a ver quando falamos em libra. É que na Escócia eles têm a libra escocesa com imagens próprias

Outra particularidade é que diferente da maioria dos lugares, as notas não são padronizadas. Aqui, cada banco imprime suas notas e coloca as imagens que bem entender nelas. Interessante, não?

Atenção, as libras trazidas do Brasil ou de Londres são amplamente aceitas por aqui, mas em Londres a maioria dos lugares não aceita a libra escocesa. Assim como no Brasil, caso sobre notas de libra escocesa, troque ainda aqui no país, pois será muito difícil conseguir vendê-las no Brasil.