Levar ou não levar o computador?

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Como tradutora, meu computador é o meu principal instrumento de trabalho e desde que resolvi mudar para Edinburgh surgiu a dúvida sobre levar ou não o desktop. De cara achei que seria inviável ($$$) e resolvi investir em um bom laptop que me permitiria não passar aperto com os trabalhos, embora eu renda bem menos neste tipo de computador.

Acontece que descobri que não é tão caro assim enviar o computador pelo Fedex. Na verdade sai muito mais barato do que tentar comprar um novo lá. Ainda mais levando em conta que o meu já tem todos os meus documentos, todos os meus programas instalados, etc, etc… Mas, ao entrar em contato com o Fedex para mais informações, a pessoa com que falei pelo telefone me disse que eu teria que ver toda a questão de entrada do computador na Escócia e todo o desembaraço aduaneiro. Já me imaginei recebendo uma taxa absurda, em libra, de imposto de importação.

E lá fui eu entrar em contato com o HMRC (espécie de Receita Federal do Reino Unido) para buscar informações sobre o assunto. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que se o computador for de uso pessoal meu eu não pago nada? Pois é… Simples assim. Se ele entrar comigo como bagagem eu apenas preciso declará-lo para o pessoal da aduana no aeroporto. Se ele for depois eu tenho que preencher um formulário que baixo no site e avisar ao pessoal do Fedex de que vou pedir isenção da taxa. E preciso comprovar para o HMRC que possuo o computador há mais de seis meses, que moro fora da UE há pelo menos 1 ano e apresentar a nota fiscal. Ah, também preciso me comprometer a não vendê-lo lá em menos de um ano, pois nesse caso eles me cobrarão um valor. Mas fora isso, o computador é meu e, por isso, eles não veem motivo para cobrar qualquer imposto. É ou não é para amar esse lugar?

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Abrindo conta corrente na Escócia

Se tinha uma coisa que estava na minha planilha e com a qual eu não estava nem um pouco preocupada era com a abertura de conta em banco ao chegar a Edinburgh. Por experiências prévias de conhecidos e por tudo o que eu tinha lido até então era só chegar e abrir, nada de burocracias e valores mínimos exorbitantes. Acontece que com aquele escândalo recente envolvendo lavagem de dinheiro e o HSBC, parece que as coisas estão mudando um pouco.

Ontem, um post na comunidade do Facebook de Brasileiros em Glasgow, onde um rapaz relatava dificuldades para abrir sua conta, me chamou a atenção e eu resolvi correr atrás de informações sobre o assunto.

A primeira coisa que me chamou a atenção é que os bancos tem serviços de atendimentos por redes sociais, e-mail e telefone 24 horas por dia, 7 dias por semana. Igualzinho aqui, né? Mas voltando a abertura da conta, ao chegar em Edinburgh basta encontrar a agência mais conveniente para mim, marcar um horário e comparecer levando um documento de identidade (passaporte) e um comprovante de endereço (serve até o comprovante do imposto de TV). O Bank of Scotland não me falou sobre essa opção, mas no Barclays, eles avisam que caso não seja possível apresentar algum desses documentos, a pessoa deve entrar em contato por telefone para eles tentarem encontrar uma outra solução.

Achei interessante ter que marcar horário para ser atendido no banco, deve evitar aquelas esperas intermináveis. E também o fato de não ter que comprovar nenhuma renda, não ter que levar contracheque, imposto de renda, nada disso. Eu já estava preparada para traduzir minha declaração do imposto de renda, ainda mais eu, que trabalho por conta própria. Mas, pelo menos para abrir conta em banco isso não vai ser necessário.

Stockbridge

Inspiring+stockbridge

Logo que comecei a pesquisar sobre Edimburgo a sensação que tinha era que a cidade se dividia apenas em Old Town e New Town, sendo a primeira um encanto em todas as fotos. Mas bastou uma olhada básica em preços de imóveis para ver que bem, linda, mas não daria para morar ali. Comecei então a procurar outros bairros, a ler tudo o que encontrava sobre a cidade e foi assim que descobri um bairro simplesmente apaixonante: Stockbridge!

Stockbride era um vilarejo independente, que passou a pertencer a Edimburgo apenas no século XIX. Tudo na região sempre girou em torno da Stock Bridge, uma ponte de pedra construída no final do século XVIII e que cruza o Water of Leith, principal rio da cidade. A 15 minutos a pé do centro da cidade, ainda hoje, o bairro mantém seu ar de “cidade do interior” dentro da “cidade grande” e, mais um detalhe, ainda não foi descoberto inteiramente pelos turistas, já que o bairro não tem nenhuma atração específica a ser vista. Ainda assim, em agosto, durante os festivais de verão, a St Stephen’s Church, também conhecida como igreja de Stockbridge recebe diversos eventos.

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Apesar de não muito badalado pelos turistas, o bairro conta com diversas lojas de artesanato, whisky, restaurantes e pubs, além de comércios típicos de bairros. E aos domingos ainda tem uma feira de produtores locais no Stockbrigde Market. Quem me conhece sabe que já estou contando as horas pela feira, né?

Para quem quiser saber mais sobre o bairro, existe um site oficial

Para quem sabe espanhol, recomendo também este post da Angie Castells falando sobre porque Stockbrigde merece ser visitado. Confesso que foi um dos posts que me fez apaixonar pela região e contar os minutos para chegar lá e ver tudo isso de perto.