Hora de arrumar as malas: e agora?

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Três dias para embarcar e finalmente posso dizer que as malas estão prontas. Ufa. Mas olha, não foi fácil. Pelas conversas que tive com outros viajantes é normal essa nossa vontade de levar tudo o que temos. Mas muita calma nessa hora. Só pra vocês terem uma ideia, fiz e desfiz a mala três vezes até chegar a este ponto de dizer que elas estão prontas.

É claro que o quê levar é algo muito, muito pessoal, mas tenha em mente uma máxima: você não usa aqui no Brasil? Então para que levar? Você não vai usar no seu novo país. Outra dica, experimente as roupas antes de colocar na mala. Para quê levar aquela roupa que está apertada demais, grande demais ou gasta demais? Fazer mala é um grande serviço de desapego, minha gente. Além disso, não se esqueça de levar em consideração o clima do lugar para onde você está indo.

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Outra coisa que me ajudou muito foi ter uma balança para pesar a mala. No primeiro dia uma das malas estava com 30 kg e a outra com 20 kg. Assim, no da seguinte, arrumei tudo novamente para que cada mala ficasse com cerca de 25 kg. Facilitando assim na hora de subir as escadas do apartamento carregando as duas. Pode até parecer bobagem agora, mas depois de um dia inteiro viajando, já cansada, faz sim muita diferença.

E mesmo com as várias roupas, ainda consegui espaço para alguns DVDs e meus funkos queridos, afinal, mesmo que o apartamento já venha mobiliado, quero que a minha casa tenha a minha cara. E você, o que não pode faltar de jeito nenhum na sua mala?

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Atenção com a franquia de bagagem

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É preciso ter muita atenção com a questão da franquia de bagagens. Por exemplo, no meu caso a KLM permite duas malas despachadas de até 32 Kg cada, mas a TAM, empresa pela qual farei o trecho BH – Rio, só permite que eu leve uma mala de 32 Kg. E agora?

Bem, o que a ANAC, agência nacional de aviação civil, diz é que quando as passagens aéreas, tanto para o voo nacional quanto para o voo internacional forem conjugadas, ou seja, quando houver apenas um contrato de transporte (mesmo se forem de empresas diferentes), o passageiro terá direito à franquia de bagagem do destino internacional; mas quando as passagens não forem conjugadas, ou seja, quando houver contratos de transporte distintos, o passageiro terá direito à franquia de bagagem nacional no trecho nacional e à franquia de bagagem internacional no trecho internacional.

Ou seja, como eu comi mosca e comprei primeiro a passagem Rio – Edimburgo pela KLM e só agora comprei BH – Rio pela TAM, mesmo a KLM permitindo duas malas de 32 Kg eu só vou poder levar uma, a menos que eu queira pagar excesso de bagagem.

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Essa é uma dúvida muito frequente que eu vejo por aí e é importante ter essa noção na hora de fazer a compra das passagens e arrumar a mala para evitar surpresas no balcão da companhia aérea na hora de embarcar.

Algumas companhias aéreas podem insistir que você não tem direito a levar duas malas de 32 Kg no voo doméstico, mas lembre-se, se você tiver comprado a passagem conjugada, no meu caso BH – Edimburgo, pode bater o pé porque isso é determinação da ANAC e elas são obrigadas a cumprir a regra. O folheto da ANAC sobre bagagens com essas informações pode ser encontrado aqui.

Você é uma pessoa precavida?

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Minha avó costuma dizer que uma pessoa precavida vale por duas. E eu acho que nos preparativos de uma viagem essa máxima vale demais. É claro que imprevistos fazem parte do jogo e vão acontecer, mas algumas coisas podem ser evitadas. E tenho tentado evitá-las ao máximo.

Outro dia estava no banco e tinha uma moça na mesa ao lado explicando para o gerente que o filho estava na Irlanda, tinha sido roubado e estava precisando que ela tirasse um dinheiro da conta dele aqui no Brasil e enviasse para ele, mas ela não tinha procuração para isso, não tinha cartão da conta dele, ou seja, o gerente estava explicando que não tinha como. O modo mais fácil seria ele fazer uma espécie de procuração lá e enviar pelo correio para que ela pudesse movimentar a conta dele aqui no Brasil. Já imaginou?

É por isso que minha mãe já tem uma procuração para poder resolver problemas para mim em qualquer lugar, bancos, órgãos públicos, Detran, alugar imóvel, qualquer coisa. E pra facilitar ainda mais, coloquei ela de segunda titular na minha conta bancária.

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Outra coisa que pretendo fazer lá para fevereiro é um seguro viagem. Muita gente diz que é bobagem, que é dinheiro jogado fora. Pois bem, eu também achava, até ter uma infecção de garganta absurda no Chile e precisar de um médico. Graças ao seguro. em coisa de uma hora os paramédicos estavam na porta do meu quarto me medicando. Tudo bem, que foi um pouco exagerado para uma dor de garganta, mas como eu iria conseguir comprar antibiótico sem um médico? Como eu iria achar um médico no final de semana com o meu pobre e precário espanhol, do tipo “Como se llama, si, bonita, si, mi casa, su casa Shakira, Shakira”? Pois bem, tomara que seja sim dinheiro jogado fora, mas pelo menos algo de uns 10 dias, para dar tempo de eu chegar e me registrar no serviço médico e tudo mais.

Algumas coisas não podem ser evitadas, mas o que eu puder evitar, vou evitar!

Já ouviu falar no Military Tatoo?

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Eu não sei se você sabe, mas Edimburgo é cheia de festivais e agosto é o mês dos Festivais de Verão, do qual uma das principais atrações é o Royal Edinburgh Military Tatoo. Durante três semanas (em 2017 o Military Tatoo vai acontecer de 4 a 26 de agosto e o tema escolhido é Splash of Tartan), a esplanada do Castelo de Edimburgo ecoa o som de gaitas de fole e tambores de bandas marciais militares de todos os cantos do mundo para um grandioso espetáculo. Danças, desfiles e shows de fogos de artifícios compõem esse que é um dos maiores eventos do país.

Mas por que eu resolvi falar disso hoje? Porque os ingressos para o evento do ano que vem já estão à venda e pelo o que eu pude ver, eles esgotam muito rapidamente. Os valores vão de 25 a 300 libras e alguns lugares dão direito a um verdadeiro pacote com direito a jantar ou recepção com drinks, além de uma visita ao Scottish Whisky Experience ou ao bastidores do evento.

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Foto retirada do site oficial

Os shows acontecem de segunda à sábado. De segunda a sexta às 21h e no sábado em dois horários, 19h30 e 22h30. Lembrando que é verão, então escurece mais tarde. Os ingressos podem ser enviados para casa (mesmo no Brasil) ou retirados lá mesmo. É importante ficar atento ao prazo. Para o evento do ano que vem, os ingressos serão enviados somente a partir de abril e eles pedem 28 dias para o envio. Dependendo do caso vale mais a pena retirar no escritório deles antes do evento.

De acordo com a Bruna, do Contando as Horas, as arquibancadas não são cobertas, inclusive as da ala VIP e não é permitido usar guarda-chuva, pois atrapalha a visão das pessoas que estão atrás. Então é bom comprar uma capa de chuva ainda na parte externa da Esplanada. No site dela, neste post, ela também explica sobre cada um dos locais, e onde é melhor ou pior de ficar para assistir ao show.

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Foto retirada do site oficial

O Military Tatoo, que teve início em 1949, é uma representação da prática comum durante a Guerra de Sucessão Austríaca, quando os exércitos se hospedavam em alguma cidade. Todas as noites, uma banda com gaitas e tambores passava pelas tabernas avisando que já era hora de fechar as torneiras dos barris e parar de servir cerveja, pois os soldados deveriam se retirar para seus alojamentos. No século 18, o hábito não só sinalizava o último dever do dia, como também era uma forma de entretenimento noturno para as tropas.

Eu já garanti meu ingresso. Meu primeiro evento na Escócia já confirmado. E assim vai ficando cada vez mais real. Ingressos podem ser comprados aqui.

5 meses: começou a bater o medo

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Até o mês passado estava tudo ótimo, preparativos à mil, aquela ansiedade boa. Mas de uns dias para cá o medo começou a bater forte. É só eu pegar qualquer coisa da minha planilha para fazer que daqui a pouco me pego chorando, pensando nas pessoas, coisas e lugares que vou deixar para trás. Nas que corro o risco de não ver mais… E os “e se” começam a me assombrar.

Logo eu que sempre fui tão racional, tão pé no chão, de onde veio essa loucura de querer ir para o outro lado do mundo, sozinha, de uma hora para a outra? Tá, eu sei de onde veio, eu sei que vai ser importante para a minha profissão, para o meu crescimento pessoal, mas vencer o medo está se tornando cada dia mais difícil. Tô começando a ter medo de não conseguir e eu não quero não conseguir. Ok, essa frase ficou péssima.

Acredito que essa ansiedade seja normal, a Universidade de Edimburgo até fala sobre isso, mas para alguém que sofre de ansiedade, lidar com isso é muito, muito complicado. Só espero que aos poucos as coisas possam voltar a melhorar nesses preparativos.

5 meses: organizando a mudança

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Faltam exatamente 5 meses para o embarque e esse final de semana comecei a organizar a mudança. Mas ainda faltam 5 meses, você vai dizer. Mas é assim, pense em alguém que guarda o papel de bala dado por aquele coleguinha da 2ª série, que ela nem lembra mais o nome, mas tipo, se ele deu uma bala para ela, algum significado aquele papel deve ter, certo? Muito prazer, Tatiana!

É sério, tenho me sentido em um anúncio constante do OLX desde que tomei a decisão de mudar para a Escócia. Desapegar tem sido o meu lema. Mas como é difícil esse tal de desapego. E no meu caso, quanto mais papel eu jogo fora, mais papel parece brotar.

Eu já tinha, há alguns meses, feito uma primeira triagem entre os meus “badulaques” para ver o que ia e o que não ia. Precisarei fazer outro, porque levar três caixas de enfeites vai ser meio que inviável, mas… resolvi focar agora e ir separando o que pode ser jogado fora, o que pode ser escaneado, o que vai comigo, o que vai ficar para ser enviado depois e o que vai ficar na casa dos meus pais guardado até eu decidir o que fazer. E pode não parecer, mas isso toma tempo. Já são duas semanas olhando, separando e rasgando papéis e ontem o máximo que consegui fazer foi organizar duas caixas. E não quero ter que fazer isso às pressas, na última hora e acabar correndo o risco de levar o que não precisa e deixar algo importante ou querido para trás.

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Neste momento, estou organizando tudo nas caixas de papelão, enrolando em plástico bolha, escrevendo nas caixas o que tem em cada uma delas, como para qualquer mudança e rearrumando as caixas nas prateleiras mais altas do armário. Por enquanto, sem fechar, para o caso de ainda precisar mexer por algum motivo.

Mas além disso, cada etapa dessa é um passo a mais na minha preparação interna para a mudança. Nunca foi tão real quanto ao embalar Mestre Yoda no plástico bolha e colocá-lo na caixa de itens a serem levados comigo.

Acho que cada um lida com esse seu processo interno de uma forma. Essa é a minha. Se quiser me contar sobre o seu processo, vou ficar super feliz de saber. É só deixar um comentário aqui ou mandar um e-mail. Prometo responder, pode demorar um pouquinho por causa do trabalho, mas eu respondo.

Insurance Number, Security Number… e agora?

Engana-se quem acha que mudar para outro país é fácil. De repente, quando menos se espera faltam seis meses e a lista de coisas para fazer não para de aumentar. É, nada é moleza nessa vida.

Logo que tomei a decisão de ir para a Escócia conversei com uma conhecida que mora na Inglaterra e ela me deu a seguinte informação:

“OI Tatiana, na Escócia deve ser como aqui, lá chegando, vc deve obter seu national security number e depois se registrar como autônoma na HMRC. Tem tudim explicadinho no site da HMRC, nem posso te dizer como é porque desde que fiz em 2000 mudou tudo. Não se esqueça de se registrar no home office antes de tudo, sem esse registro vc não consegue o national number.”

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Como é? HMRC? Home Office? National Number? Security Number? Socorro!

Bem, vamos lá. HMRC é como a Receita Federal deles. Tudo relacionado a imposto no Reino Unido é com eles. É com eles que obtém-se o Insurance Number que é o número de Previdência Social deles. Se você arrumar um emprego ou já for com um emprego o seu empregador vai cuidar disso para você. Mas se for autônomo como eu, tem que ligar para o Jobcentre Plus e marcar uma entrevista para se registrar para o número. Nessa entrevista eles vão querer confirmar que você é você e saber porque você está mudando para lá. É preciso levar seu passaporte, certidão de nascimento e comprovante de endereço.

Bem, o registro no Home Office não é obrigatório para cidadãos com passaporte da países da União Europeia (pelo menos por enquanto, maldito Brexit), mas o que a página do Home Office na internet diz é que entrar com o pedido de Certificado de Cidadão com Direito a Residir no UK pode facilitar a solicitação de benefícios e serviços. Para isso, basta preencher um formulário existente no site e enviar com a taxa de 65 libras para o endereço indicado, junto com os comprovantes solicitados e esperar a resposta. Mas, se você é cidadão europeu pode viver lá sem esse registro sem problemas (pelo menos por enquanto).

Outra coisa que é importante, me disseram, é se registrar no seu consulado o mais rápido possível. Não é obrigatório, mas é aconselhável e, segundo o site da “prefeitura” de Edimburgo, ajuda a acelerar o processo burocrático.

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Por fim, vamos falar sobre médico. O Serviço médico da Escócia difere um pouco do restante do Reino Unido. Eles têm um sistema médico deles e eles tem um CHI number. Ao se estabelecer na Escócia, você deve procurar o médico mais próximo da sua residência e então ligar ou comparecer pessoalmente para saber se ele pode te aceitar como paciente. Se sim, a recepcionista vai te dar um formulário para preencher para o NHS medical card. Este cartão contém seu nome, endereço e o CHI number, número que identifica cada pessoa registrada no serviço médico. Ele é usado pelos médicos para acessar seu histórico. Para isso, na primeira consulta é preciso levar o passaporte ou a carteira de identidade e comprovante de endereço, pois o seu médico está diretamente ligado à região em que você mora.

Resolvi fazer esse post porque estas foram informações que custei a encontrar e espero que possam ajudar outras pessoas. Os links indicados explicam ainda melhor, com mais detalhes. Quando eu chegar lá vou contando sobre cada uma dessas etapas passo a passo, à medida que for fazendo cada uma delas.

Indicação: vida na Escócia com Monique Silva Scott

O tempo tá passando, daqui uma semana faltarão seis meses para a minha partida e ainda tem tanta coisa para fazer. E parece que a cada dia, descubro um pouquinho mais sobre Edimburgo e a Escócia como um todo.

Hoje vim indicar para vocês o canal da Monique no Youtube, o Vida na Escócia. A Monique é do Rio e já mora na Escócia há um tempinho e grava vídeos contando sobre o dia a dia dela, os hábitos e costumes dos escoceses, mostra os passeios que ela e o marido fazem. Vale muito a pena se inscrever no canal dela.

Descobri o canal na semana passada e passei horas assistindo um vídeo atrás do outro e posso dizer que aprendi muita coisa. Para quem está indo para lá, como eu, sugiro, principalmente, os três que vou listar abaixo:

1)Falando escocês… Speaking scottish

Aqui ela fala de algumas palavras próprias dos escoceses. Por exemplo, “cheers” no lugar de “thank you”, “wee” no lugar de “small”, “hoose” no lugar de”house”. Mas o melhor é que, como o marido dela é escocês, ela pede para ele pronunciar essas palavras, para que quem vê o vídeo, possa ver como é a pronúncia. Foi um dos meus vídeos preferidos e as palavras já foram para o meu glossário.

Aqui você pode ver a parte 2 desse vídeo

2)12 hábitos da Escócia

Nesse vídeo a Monique lista alguns hábitos da vida no dia a dia na Escócia. Eu, pelo menos, sempre gosto de saber dessas coisas quando estou indo viajar para um outro país.

3)8 coisas que você não faz na Escócia

Esse vídeo segue um pouco a linha de hábitos e costumes do país, mas a Monique fala um pouco sobre o sistema de saúde, costumes de escrita e outros assuntos. Vale a pena ver. Pensa em adotar um bichinho? Então não deixe de apertar o play.

No canal ela tem vários outros vídeos, onde ela fala sobre custo de vida, processo de imigração, o que ela sentiria falta e o que não sentiria se se mudasse hoje. Então, como eu disse lá em cima, vale a pena tirar um tempinho para dar um conferida no canal.

 

Levar ou não levar o computador?

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Como tradutora, meu computador é o meu principal instrumento de trabalho e desde que resolvi mudar para Edinburgh surgiu a dúvida sobre levar ou não o desktop. De cara achei que seria inviável ($$$) e resolvi investir em um bom laptop que me permitiria não passar aperto com os trabalhos, embora eu renda bem menos neste tipo de computador.

Acontece que descobri que não é tão caro assim enviar o computador pelo Fedex. Na verdade sai muito mais barato do que tentar comprar um novo lá. Ainda mais levando em conta que o meu já tem todos os meus documentos, todos os meus programas instalados, etc, etc… Mas, ao entrar em contato com o Fedex para mais informações, a pessoa com que falei pelo telefone me disse que eu teria que ver toda a questão de entrada do computador na Escócia e todo o desembaraço aduaneiro. Já me imaginei recebendo uma taxa absurda, em libra, de imposto de importação.

E lá fui eu entrar em contato com o HMRC (espécie de Receita Federal do Reino Unido) para buscar informações sobre o assunto. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que se o computador for de uso pessoal meu eu não pago nada? Pois é… Simples assim. Se ele entrar comigo como bagagem eu apenas preciso declará-lo para o pessoal da aduana no aeroporto. Se ele for depois eu tenho que preencher um formulário que baixo no site e avisar ao pessoal do Fedex de que vou pedir isenção da taxa. E preciso comprovar para o HMRC que possuo o computador há mais de seis meses, que moro fora da UE há pelo menos 1 ano e apresentar a nota fiscal. Ah, também preciso me comprometer a não vendê-lo lá em menos de um ano, pois nesse caso eles me cobrarão um valor. Mas fora isso, o computador é meu e, por isso, eles não veem motivo para cobrar qualquer imposto. É ou não é para amar esse lugar?

Detalhes sobre a procuração

Uma das primeiras coisas a entrar na minha planilha quando decidi viajar foi fazer uma procuração dando plenos poderes aos meus pais para resolverem qualquer coisa para mim aqui no Brasil. Assuntos de banco, da empresa, de cursos… quero viajar sabendo que qualquer coisa que eu queira ou precise fazer no Brasil, os meus pais poderão resolver para mim.

Pois bem, leiga como sou em questões de direito, achei que era só ir ao cartório e pronto. Mas atenção, não é bem assim. Antes de fazer sua procuração, converse nos locais onde sabe que ela poderá vir a ser usada. Por exemplo, uma das instituições que quero que esteja coberta pela procuração me informou que eles têm um modelo próprio deles mesmos. Assim sendo, devo levar o modelo deles ao cartório para que a procuração seja feita seguindo aquele modelo específico.

E não é só isso, outro dia fui ao Banco do Brasil e algo me fez aproveitar que estava conversando com o gerente para falar na procuração. E ainda bem. Achei que faria apenas uma procuração dizendo que daria plenos poderes aos meus pais para resolverem qualquer assunto em instituições bancárias em meu nome, certo? Pois saibam que esse tipo de procuração não serve para o BB. Segundo o gerente me explicou, para eles a procuração tem que especificar o Banco do Brasil nominalmente e tem que especificar item por item, tipo, depósito, transferência, pegar cartão, talão de cheque, etc e tal. Ou seja, se não converso antes com o gerente, ia morrer numa grana e perder tempo à toa, pois a procuração não serviria.

São vários detalhes a serem levados em conta antes de uma viagem desse tipo e como o tempo costuma passar voando, quanto menos tivermos que refazer alguma coisa melhor.