Segunda viagem às Highlands: até que enfim Inverness

Apesar de já ter tido o gostinho de passar pelas Highlands no bate-volta feito com a Timberbush Tours, ainda faltava conhecer Inverness. Por isso voltei à empresa para o passeio de dois dias deles chamado Loch Ness, Inverness e The Highlands.

Loch lomond

Loch Lomond

Diferente do passeio anterior, no qual o miniônibus estava bem cheio, dessa vez saímos de Edimburgo em uma van apenas o guia, eu, minha mãe e um turista alemão. De Edimburgo partimos para Glasgow onde pegamos mais uma companheira de viagem, uma jovem alemã. De lá partimos em direção ao vilarejo de Luss, às margens do Loch Lomond, uma das paisagens mais belas que encontrei em toda a viagem. Como no passeio anterior, passamos por Glencoe, local do massacre do Clã MacDonald em 1692, e, mais uma vez, foi impossível não ficar admirado com a vista. A van seguiu rumo a Fort William onde pudemos ter uma vista do Ben Nevis, a montanha mais alta da Grã Bretanha. Depois do almoço na região seguimos pela estrada que margeia o Lago Ness. De repente nosso guia parou no meio do nada na estrada e nos deu uma vista privilegiada do Urquhart Castle. Dali seguimos para Inverness, aonde chegamos no finzinho da tarde.

Glencoe

Glencloe – palco do massacre do Clã MacDonald

urquart

Urquhart Castle visto da estrada

Inverness merece um parágrafo a parte. Ela é a capital da região das Highlands e a principal porta de entrada para a região. Diferente do que muitos pensam, a cidade não fica às margens do Lago Ness. Na verdade, ela é cortada pelo Rio Ness, um rio de mais ou menos 20 km de extensão. Existem três pontes que cortam o rio na cidade, sendo uma delas para pedestres. Infelizmente, como chegamos já no fim da tarde, não foi possível visitar a Catedral de St. Andrew por dentro e o frio congelante não estava animando a longas caminhadas. Ainda assim seguimos colina acima em direção ao Castelo. O Castelo de Inverness não é aberto ao público, lá em cima parece funcionar uma espécie de repartição do governo, mas ainda assim, vale a pena ir até lá e desfrutar da vista 360° da cidade, vista de cima.

Inverness

Inverness vista do Castelo

Inverness

Castelo de Inverness visto das margens do Rio Ness

No dia seguinte, saímos bem cedo rumo ao campo de batalha de Culloden. Confesso que como uma pessoa apaixonada por história e fã da série Outlander, eu estava bem ansiosa por este momento. Mas antes, demos uma parada em Clava Cairns, um círculo de pedras pré-histórico datando de mais de 4.000 anos. E que dizem ter servido de inspiração para Craigh na Dun. Muitos turistas dizem sentir vibrações energéticas estranhas no círculo. Não senti nada, mas por via das dúvidas, fiz questão de encostar em uma das pedras e ver se ela me levava até James Fraser (brincadeirinha, ou não!). De lá seguimos para Culloden, onde aí sim, a energia desabou sobre mim. O campo é impressionante e é impossível não pensar em todo o sofrimento, todo o sangue derramado naquele local. Infelizmente, por termos chegado cedo demais, o Visitor Centre ainda estava fechado e demoraria umas duas horas para abrir. E, exceto por mim, ninguém parecia animado a esperar no frio e na chuva. Então, fomos embora depois de alguma caminhada e algumas fotos. Mas, se for lá, não deixe de observar que em todo o campo existem bandeiras vermelhas e azuis. Elas indicam as posições onde estavam o exército britânico (vermelhas) e os escoceses (azuis). Já que não demoramos muito em Culloden seguimos em direção à Dalwhinnie Distillery, que não estava no roteiro, e qual não foi a surpresa ao começar a perceber neve pelo caminho? Quando a van parou tive que me segurar para não sair enlouquecida agarrando a neve. Imagina a emoção? Minha primeira neve. E o guia e o alemão brincando comigo, me perguntando se alguma vez eu já tinha visto algo parecido. A Dalwhinnie tem a mais alta localização de todas as destilarias da Escócia o que, segundo o guia, implica uma água mais pura e mais fria, que influencia as características do whisky Dalwhinnie. O passeio pela destilaria foi bem interessante e a degustação de whisky com chocolate meio amargo, surpreendente. Seguimos para o Sul, em direção a Dunkeld, uma cidade pequena, com pouco mais de 1.200 habitantes, que tem como atração principal a Dunkeld Cathedral, considerada a mais romântica da Escócia. De lá, seguimos novamente rumo à Royal Mile, onde tudo havia começado na véspera.

clava

Clava Cairns

destilaria

Dalwhinnie Distillery

 

 

 

 

Dunkeld

Dunkeld Cathedral, a mais romântica da Escócia

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Dunkeld Cathedral por dentro

culloden

Entrada do campo de Culloden

O passeio custou 89 libras por adulto (em março de 2017), sendo que a entrada na destilaria foi paga à parte, assim como as refeições e a hospedagem em Inverness. Eu solicitei e a Timberbush cuidou da reserva do hotel para mim, mas eu tive que conversar com eles para que isso fosse feito. A hospedagem poderia ser em hotel, pousada ou hostel.

No geral, o passeio foi bacana por ter uma visão bem diferente da do passeio anterior, que foi mais corrido. Mas para quem, como eu, estiver mais interessado em conhecer Inverness e Culloden eu não indico, afinal já chegamos em Inverness com tudo fechado e saímos muito cedo no dia seguinte; e justamente por termos saído tão cedo, não pegamos o Visitor Centre de Culloden aberto, o que foi uma pena. Foi interessante para uma primeira visita, mas da próxima vez pretendo voltar por minha conta, de trem, ônibus …, eu mesma fazendo meu roteiro e meus horários, para ver tudo no meu tempo.

 

 

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