Relato: como eu trouxe meus gatinhos do Brasil para Edimburgo

O relato de hoje é da Gabriela Rolim. Em 2017 ela e o marido mudaram com os 4 gatinhos para Edimburgo. E neste relato ela conta sobre o processo.

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“Pegamos um voo de Guarulhos para Amsterdam pela KLM ✈️. De lá, fomos para Rotterdam de Uber (porque eram muitas malas e duas caixas enormes dos gatos e ficou complicado pegar o trem, mas se você for só com um animal vale muito mais a pena ir de trem ) e pegamos a ferry da P&O Ferriespara Hull. Em Hull um grande amigo nos buscou e viemos para Edinburgh. ☺️ (mas tem trem para todo o país!)

Documentação: antes de sair do Brasil você precisa microchipar os animais e em seguida dar a vacina de raiva. A vacina só é válida depois de colocar o chip. Aí precisa esperar cerca de 1 mês e coletar o sangue, centrifugar e enviar para o Centro de Zoonoses de São Paulo para que eles façam a sorologia da raiva. Costuma ficar pronto em 1 mês. Com esse exame você pode sair do Brasil em 90 dias. Antes de sair, precisa levar toda a documentação do chip + sorologia + atestado veterinário no Ministério da agricultura para emitir o CVI/CZI que, ATENÇÃO, é válido por apenas 5 dias, então precisa ser feito na véspera da viagem. Com a papelada em mãos você entra na Europa e no UK. Outra opção é tirar o passaporte animal, mas como é um pouco mais demorado e mais complicado de tirar no Brasil, preferimos o CZI. Os dois são aceitos.

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Valores: como trouxemos por conta própria, saiu mais barato do que enviar por transportadora… mas sempre vale citar e ver se é mais conveniente para cada caso. Recomendo a MMCargo que conheço pessoas que usaram e gostaram.
No voo KLM pagamos USD 140 por caixa. Tínhamos duas caixas grandes com dois gatinhos em cada, fazendo companhia.
Na Ferry pagamos acho que £17 por animal.”

 

Para mais informações, a KLM tem uma página só de orientações para viagens com os bichinhos de estimação. Quem quiser pode dar uma lida aqui.

Gostaria de agradecer à Gabriela por ter me autorizado a postar o relato dela aqui no blog. E você? Tem alguma história que gostaria de compartilhar com o Vivendo em Edimburgo? Envie um e-mail para vivendoemedimburgo@gmail.com

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Atenção com a franquia de bagagem

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É preciso ter muita atenção com a questão da franquia de bagagens. Por exemplo, no meu caso a KLM permite duas malas despachadas de até 32 Kg cada, mas a TAM, empresa pela qual farei o trecho BH – Rio, só permite que eu leve uma mala de 32 Kg. E agora?

Bem, o que a ANAC, agência nacional de aviação civil, diz é que quando as passagens aéreas, tanto para o voo nacional quanto para o voo internacional forem conjugadas, ou seja, quando houver apenas um contrato de transporte (mesmo se forem de empresas diferentes), o passageiro terá direito à franquia de bagagem do destino internacional; mas quando as passagens não forem conjugadas, ou seja, quando houver contratos de transporte distintos, o passageiro terá direito à franquia de bagagem nacional no trecho nacional e à franquia de bagagem internacional no trecho internacional.

Ou seja, como eu comi mosca e comprei primeiro a passagem Rio – Edimburgo pela KLM e só agora comprei BH – Rio pela TAM, mesmo a KLM permitindo duas malas de 32 Kg eu só vou poder levar uma, a menos que eu queira pagar excesso de bagagem.

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Essa é uma dúvida muito frequente que eu vejo por aí e é importante ter essa noção na hora de fazer a compra das passagens e arrumar a mala para evitar surpresas no balcão da companhia aérea na hora de embarcar.

Algumas companhias aéreas podem insistir que você não tem direito a levar duas malas de 32 Kg no voo doméstico, mas lembre-se, se você tiver comprado a passagem conjugada, no meu caso BH – Edimburgo, pode bater o pé porque isso é determinação da ANAC e elas são obrigadas a cumprir a regra. O folheto da ANAC sobre bagagens com essas informações pode ser encontrado aqui.