Edimburgo para fãs de Harry Potter

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Se você acha que Edimburgo deve fazer parte do roteiro apenas dos fãs de Outlander está muito enganado. Na verdade, eu indico Edimburgo para qualquer pessoa, a cidade é linda por si só com seus prédios de pedra, seus parques, canteiros de flores, e tudo mais. Mas já que esse post é para falar de séries, filmes, livros e afins… Vamos focar no assunto. A verdade é que a capital da Escócia é parada obrigatória para os fãs do bruxo mais famoso do mundo, sim Harry Potter e sua turma.

Quem conhece a história de J.K Rowling e de Harry, sabe que a jovem Rowling era recém chegada a Edmburgo, com sua filha pequena, em 1994 e foi aqui que as primeiras aventuras de Harry, Hermione e Rony tomaram forma. No inverno deste ano ela costumava frequentar diversos cafés da cidade, com a criança adormecida e passava horas escrevendo em seu caderninho.

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No início, Rowling frequentava o Nicholson’s Café, na Nicholson Street, onde hoje se encontra uma cafeteria Spoon. Mas ainda assim na fachada existe uma alusão ao fato. Conta a história, que pelo preço de um café ela podia passar a tarde toda escrevendo lá dentro.

Mas a cafeteria mais famosa ligada à escritora e seus livros é a The Elephant House, na George IV Bridge. Uma placa na porta diz que o café serviu de local de nascimento para Harry Potter. O certo é que o café só abriu em 1995 e a ideia de Harry Potter já havia surgido, mas é verdade que Rowling passou muitas tardes escrevendo em uma mesa nos fundos do local, perto de uma janela com vista para o Castelo de Edimburgo e para o cemitério de Greyfriars.

Aliás, conta-se que o cemitério serviu de inspiração para a cena da volta de Lord Voldemort em Harry Potter e o Cálice de Fogo (RIP Cedrico). Além disso, ainda no cemitério, seguindo em frente até a muralha de pedra, a partir de sua entrada principal, e depois virando a direita até o muro, encontra-se o túmulo de pai e filho chamados Thomas Riddell que teria inspirado o nome Tom Riddle.

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Perto do cemitério fica a George Heriot’s School prestigiosa escola particular de Edimburgo onde os alunos são divididos em quatro casas (Lauriston [caracterizada pela cor verde], Greyfriars [pela cor branca], Raeburn [pela cor vermelha] e Castle [pela cor azul]) e ao longo do ano ganham pontos para suas casas através de méritos acadêmicos. Alguma semelhança com Hogwarts?

Se os primeiros livros foram escritos em cafés, por uma ainda desconhecida Rowling a crescente fama não permitiu que ela continuasse fazendo o mesmo nos livros subsequentes. E o ponto final na história de Harry foi dado da suíte 552 do hotel Balmoral, na Princess Street.

Perto da Royal Mile uma das mais famosas ruas de Edimburgo, onde se localiza o Castelo, fica uma rua discreta, a Victoria Street. Dizem que em um evento para o lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe com 70 crianças, Rowling teria confidenciado que esta rua serviu de inspiração para o Beco diagonal. A rua é realmente encantadora, cheia de lojinhas, inclusive, uma cheia de produtos para os fãs de Harry.

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E, para terminar o passeio, estão ali, na Edinburgh City Chambers, na Royal Mile, imortalizadas as mãos de J.K Rowling.

Para os fãs, não deixem de conferir os produtos de Harry Potter à venda na loja do Sassenach no facebook.

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Mas por que a Escócia?

Acho que essa tem sido a pergunta que mais tenho ouvido desde que decidi ir passar um tempo em Edimburgo. Tirando o fato de que vai que eu esbarro em uma pedra, volto no tempo e encontro um James Fraser pra mim (mentira, ou não, vai saber). Não, não houve uma razão daquelas, sempre sonhei morar em Edimburgo. Mas assim, queria um país de língua inglesa na Europa. Londres seria um sonho, mas caro demais e, como eu queria uma cidade grande e cosmopolita, Edimburgo virou a opção mais óbvia e mais barata. Claro que estar envolvida até a raiz do cabelo com o universo de Outlander também, não vou mentir.

Mas bastou uma pesquisa rápida no Google, algumas fotos e alguns relatos na internet para eu cair de amores pela cidade e a ansiedade me tomar por completo. E aqui estou eu, menos de um ano para embarcar, cheia de planilhas com metas para cumprir, mas amando cada etapa do processo.

A ideia da criação desse blog é ir contando um pouco desse processo e depois sobre o dia a dia da vida por lá. Espero que curtam e se quiserem saber alguma coisa é só deixar um comentário que, se eu souber, tentarei ajudar com prazer. Aprendi que as experiências dos outros ajudam demais nesses momentos de mudança.