Chegou o @helloescocia

20170731_101604[1]

O post de hoje é para contar uma novidade: chegou o @helloescocia.

Eu, a Anelise, do Vida na Escócia, e a Bruna, do Contando as Horas, nos juntamos para criar um instagram com informações em português para os apaixonados pela Escócia, assim como nós. O @helloescocia está no ar desde a semana passada e a ideia é a postagem diária de fotos e informações sobre os lugares visitados e amados por nós no país.

Além disso, você também poderá ter a sua foto publicada por nós, basta usar o #helloescocia nas suas fotos do país. Ainda estamos definindo como vai funcionar, mas a nossa ideia é abrir espaço para publicar as fotos dos nossos seguidores que usarem a hashtag.

Então, bora seguir a gente e divulgar o @helloescocia para os amigos? Nos vemos por lá também!

Anúncios

Como quebrei o pé e fui parar no hospital em Edimburgo

Semana passada o Vida na Escócia publicou o relato da Silvia Garoffalo sobre a experiência dela com o sistema de saúde em Aberdeen. Resolvi então aproveitar o gancho para contar como foi a minha experiência com o NHS em Edimburgo.

No sábado 6 de maio eu estava fazendo minha última viagem do antigo para o novo apartamento quando, ao descer a calçada, cheia de bolsas, virei o pé. Vivo virando o pé, então aquilo não foi exatamente uma novidade, mas justamente por já ter experiência no assunto, logo percebi que daquela vez tinha sido diferente. Eu quase não conseguia colocar o pé no chão e, diferente das outras vezes, a dor não diminuiu à medida que fui andando.

No início da tarde, depois de resolver várias coisas relacionadas à mudança e já não aguentando mais de dor resolvi procurar um médico. Com muita dificuldade consegui chegar ao centro médico, distante uns 3 quarteirões da minha casa, apenas para descobrir que o centro não abre no sábado. Depois de consultar alguns conhecidos, descobri que ou eu ligava para o 111 (espécie de número de emergência para eventos médicos fora do horário) que se encarregaria de marcar algo para mim ou arriscaria ir à emergência de um hospital. Como a dor já estava me fazendo chorar no meio da rua resolvi entrar no primeiro táxi que vi e pedir para o motorista me levar ao Royal Infantary.

A primeira surpresa veio com o fato de que mesmo eu ainda não tendo me cadastrado no sistema médico pude ser atendida sem burocracia. O atendimento também não demorou tanto como me alertaram que poderia acontecer. Uns 15-20 minutos depois de ter feito a minha ficha, fui chamada por uma enfermeira que examinou meu pé e me encaminhou para o raio-x. Do raio-x voltei para a sala de espera e uns 10 minutos depois fui chamada por um médico geral que já havia visto o exame e confirmou a fratura.

Aí veio a parte estranha. Apesar de ter fraturado o 5º metatarso, o médico me disse que não precisava imobilizar e que era pra continuar caminhando normalmente. Saí de lá com um papel que me informava que a fratura se consolidaria em 6 semanas e seria normal sentir dor por até 3 meses e com a indicação de tomar paracetamol para a dor. Além disso, o papel informava que caso a dor persistisse por mais tempo, eu deveria procurar o meu médico, no centro médico, para uma nova avaliação.

Voltei ao Brasil por uma questão familiar duas semanas depois da fratura e como ainda sentia muita dor resolvi procurar um ortopedista. No Brasil o médico optou por colocar a bota (robofoot) para evitar forçar a fratura sem necessidade e me contou que o tratamento realizado na Escócia era uma espécie conservadora de tratamento para fratura no pé. Acredito que tenha a ver com o fato de que ali praticamente só se anda de bota e tênis, o que já deixa o pé um pouco mais firme.

Não acho que exista certo ou errado, mas depois de anos acostumada com a necessidade de imobilização da fratura confesso que só me senti realmente tranquila depois da visita ao médico no Brasil. Mas de qualquer forma a minha primeira experiência com o NHS me surpreendeu positivamente pela rapidez e falta de burocracia no serviço.

Indicação: vida na Escócia com Monique Silva Scott

O tempo tá passando, daqui uma semana faltarão seis meses para a minha partida e ainda tem tanta coisa para fazer. E parece que a cada dia, descubro um pouquinho mais sobre Edimburgo e a Escócia como um todo.

Hoje vim indicar para vocês o canal da Monique no Youtube, o Vida na Escócia. A Monique é do Rio e já mora na Escócia há um tempinho e grava vídeos contando sobre o dia a dia dela, os hábitos e costumes dos escoceses, mostra os passeios que ela e o marido fazem. Vale muito a pena se inscrever no canal dela.

Descobri o canal na semana passada e passei horas assistindo um vídeo atrás do outro e posso dizer que aprendi muita coisa. Para quem está indo para lá, como eu, sugiro, principalmente, os três que vou listar abaixo:

1)Falando escocês… Speaking scottish

Aqui ela fala de algumas palavras próprias dos escoceses. Por exemplo, “cheers” no lugar de “thank you”, “wee” no lugar de “small”, “hoose” no lugar de”house”. Mas o melhor é que, como o marido dela é escocês, ela pede para ele pronunciar essas palavras, para que quem vê o vídeo, possa ver como é a pronúncia. Foi um dos meus vídeos preferidos e as palavras já foram para o meu glossário.

Aqui você pode ver a parte 2 desse vídeo

2)12 hábitos da Escócia

Nesse vídeo a Monique lista alguns hábitos da vida no dia a dia na Escócia. Eu, pelo menos, sempre gosto de saber dessas coisas quando estou indo viajar para um outro país.

3)8 coisas que você não faz na Escócia

Esse vídeo segue um pouco a linha de hábitos e costumes do país, mas a Monique fala um pouco sobre o sistema de saúde, costumes de escrita e outros assuntos. Vale a pena ver. Pensa em adotar um bichinho? Então não deixe de apertar o play.

No canal ela tem vários outros vídeos, onde ela fala sobre custo de vida, processo de imigração, o que ela sentiria falta e o que não sentiria se se mudasse hoje. Então, como eu disse lá em cima, vale a pena tirar um tempinho para dar um conferida no canal.